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Ibernise

O Portal para o Amor e o Arco-Íris - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


O Portal para o Amor e o Arco-Íris



Os olhos se destacavam, naquele semblante meigo.
Ele a olhava firme com as mãos sobre o seu peito
E a colhia, tal flor, num abraço, trêmula aquele aperto,
Assim atravessaram a ponte sem remendo, nem conserto.

Não era travessia qualquer, dessas curtas e vulgares…
Saíram de suas ilhas, qual pássaros saem de gaiolas
Encontraram precioso portal, entre tantas portinholas,
Saídas menores em que extravasariam plenos, singulares.

Na outra margem estava o arco-íris, e seu presente, as cores
Do pecado, que de repente se tornariam luz branca, num lampejo
O prisma os levaria, na via do tempo, ardentes de desejo,
Para a seara dos versos, provas de amor mais tantos valores.

No espaço dos seus portais ainda vivem os poetas a se amar
Enquanto todos vêem o arco-íris deles sem ousar acreditar…



Ibernise
Barcelos (Portugal), 03. 09.2010
Núcleo Temático Romântico.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=149303

Paralelos e Meridianos, Sen_ti - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


Paralelos e Meridianos, Sen_ti

Refém de tua ilusão e da minha
Sou casulo fechado nas diferenças.
És ciclo de sintaxes nas entrelinhas
Das metáforas de nossas crenças.

Idéias e símiles em que sobrevivemos
Alheios as causas e lides do cotidiano
A cada passo que em nós acontecemos
Ultrapassamos os nossos meridianos.

Acendemo-nos ao sentido da emoção
E da essência da vida, a ser vivida.
Reavaliamos nossos sonhos de afeição
Bem além de linhas geoparalelas definidas…

Ibernise
Barcelos (Portugal), 28.08.2010
Núcleo Temático Romântico.


http://www.ibernisemaria.prosaeverso. ... isualizar.php?idt=2465248

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=148493

Nem Claro, Nem Escuro, Mas Já é Dia... - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


Nem Claro, Nem Escuro, Mas Já é Dia...



Oásis de uma vida árida,
És, todo, uma trilogia
Do eu, tu e o mundo.
Uma química
De lusco-fusco única
Onde me vejo imune.
Mergulho livre...
Panorama fértil,
A cada nível vou fundo.


Amo-te servil
Viril e flamejante…
Abrigo meu, infante,
Meigo menino,
Que nos meus braços dorme,
Quando sou tua amante.


Excerto do Poema

A palavra "lusco-fusco" provém do Latim luscu + fuscu, que significa, etimologicamente, escuro. Este substantivo masculino tem como sinónimos "anoitecer", "a hora do crepúsculo vespertino" e "dilúculo" . Sendo assim, pode ser um momento do primeiro alvor ou despontar do dia, crepúsculo matutino. Assim como pode ser um momento vespestino da alvorada e ocaso. Em sentido figurativo, lusco-fusco pode também ser referido como "quase claridade", o anoitecer, o momento de transição entre o dia e a noite (da tarde ou da alba).

Há quem afirme que durante o lusco-fusco, a Terra inverte o sentido da rotação sobre o seu eixo. Há quem garanta que o lusco-fusco é apenas uma ilusão. Na realidade, a transição do dia para a noite e da noite para o dia dura apenas dois décimos de segundo à hora crepuscular.

Há momentos singulares todos os dias entre a noite e o dia e entre o dia e a noite, que repetem-se como palavras formando versos semelhantes, numa linha melódica diferenciada, que fazem toda diferença, aos sentidos a exemplo do poema de Damien Rice 'É Isso Aí…'Versão em português, de Ana Carolina.

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar…

Haja Nietzsche com seu niilismo e o eterno retorno do mesmo…


Ibernise
Barcelos (Portugal), 22.08.2010.
Núcleo Temático Educativo.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=147461

Natureza - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


Fala de liberdade
O ser que ama voar…
Sendo livre, cala engaiolado.

Ibernise.
Barcelos (Portugal), 29.07.2010.
Núcleo Temático Filosófico.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=147318

Aprendendo a Amar - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


Aprendendo a Amar


Você não me soube amar
Porque amou-me como sabia,
Se não fez como eu queria
Porque mais não sabia dar.

E eu queria um amor sem par
Via que o jogo às vezes cedia
Num fogo que mais e mais ardia
Recebi o que tinhas a me ofertar.

Num reinado sem coroas nem reis
Consignei-me a ti sem porquês…
Só, ria, vendo-te em todo lugar,

Consumia nossas cenas no vão.
Esquecido vazio que deixou a paixão
Naquele colo dormir, se aninhar.


Ibernise.
Barcelos (Portugal), 20.08.2010.
Núcleo Temático Romântico.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=147201

De Rosto Nú - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


De Rosto Nú

É teu privilégio a minha intimidade
Pés descalços e cara lavada…
Peças atiradas no afã da vontade
Se no banho me despes, e sou amada.

Nessa pintura sou tela tua
Em que me recrias em pincel
Curioso me descobres em pele nua,
Num abraço, ao teu dispor e revel.

Me passo em desejos e descobertas
Entregue aos sentidos nas diferenças,
Unidade, que recrias sob as cobertas.
Primitivo laço, sem pudores nem reticências…


Excerto do Poema 'De Rosto Nú'

Ancestrais remotos do ser humano, pintavam o rosto e o corpo como ritual de aviso coletivo. Algo explicitamente reconhecido e respeitado. Que significado tem a pintura no corpo? Indicativos de paz, de guerra, de caça. Os indígenas usavam pinturas também em comemorações, num prenúncio de vários tipos de festejos, tais como: casamentos; iniciações; colheitas; nascimentos e tantos outras ocasiões.

Na contemporaneidade pintar o rosto, exibir tatuagens, trás esta ancestralidade à tona. Um primitivismo, uma necessidade da alma de sempre, de ir além das máscaras sociais, e se mostrar, ou anunciar que quer ser notado de alguma forma, que pertence a uma aldeia, tribo ou lugar que pode ser social ou simplesmente no sentimento do outro.

As diferentes formas de pinturas são seletivas, dizem mensagens que falam de diferenças e unidades. Amar o diferente é alimentar a curiosidade. E os sentimentos humanos exibem muita fome, muito desejo pela descoberta, a novidade fascina a todos, leva a assumirem riscos para sentir o coração palpitar, o corpo tremer numa eterna busca de complementaridade.


Ibernise.
Barcelos (Portugal), 20.08.2010.
Núcleo Temático Romântico.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=147194

O Sol no Horizonte, Levanta… - Ibernise - 04Set2010 01:54:11

O Sol no Horizonte, Levanta…



O tempo se afunila nos equívocos da glória
Quando vindo, o sol, no horizonte ao amanhecer
Pode se enunciar na mais pura noção de vitória,
Ao lembrar que o melhor é viver e deixar viver.

O sentir desse tempo é prezar pela própria virtude,
É prazo que não se esgota nas conseqüências do ser
Que ao calar, fala em circunflexa e devota atitude,
Deixando o espírito livre, para o coração se resolver.

Atemporal alma profunda sem falsos moralismos
Astro rei sem os ismos das manias baixas e altas
Esquece de si mesmo, transborda o simbolismo,
Em eterna gratidão doa o brilho que não lhe falta.

Ibernise
Barcelos (Portugal), 19.07.2010.
Núcleo Temático Filosófico.
O Sol no Horizonte, Levanta…



O tempo se afunila nos equívocos da glória
Quando vindo, o sol, no horizonte ao amanhecer
Pode se enunciar na mais pura noção de vitória,
Ao lembrar que o melhor é viver e deixar viver.

O sentir desse tempo é prezar pela própria virtude,
É prazo que não se esgota nas conseqüências do ser
Que ao calar, fala em circunflexa e devota atitude,
Deixando o espírito livre, para o coração se resolver.

Atemporal alma profunda sem falsos moralismos
Astro rei sem os ismos das manias baixas e altas
Esquece de si mesmo, transborda o simbolismo,
Em eterna gratidão doa o brilho que não lhe falta.

Ibernise
Barcelos (Portugal), 19.07.2010.
Núcleo Temático Filosófico.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145637

No Infinitivo do Ser (Inédito!) - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


No Infinitivo do Ser



O poeta ensina seus filhos
A escolher suas paixões.
Ensina-lhes a nunca olhar no vazio
Na presença de pessoas, ou na ausência delas…

O poeta
Repassa a trilogia
Que acasala olhares,
Que se cruzam.

Amada e amador
Olham-se e redirecionam o olhar para o mundo.
Um mundo pessoal, nunca impessoal
Nunca abstrato,
Por maior que seja a abstração
Conseguem que haja sempre um toque
Concreto, inalienável,
Livre.

Um aconchego pleno,
Inviolável momento de conexão
Entre enamorados
Pela vida afora.

Poetas ensinam a não viver
Uma vida,
Um dia,
Porque isto é talvez, pode ser nunca.
Um é mesmo muito indefinido,
Artigo.

Poetas ensinam a viver momentos,
Vivendo a vida que existe
Na soma de todos
Os momentos.

Poetas acreditam em milagres,
Porque vivem nas estrelas,
Voam sempre muito alto,
Muito além de alturas perceptíveis,
Porque são simplesmente...
Poetas.

O Poema de cada dia
É recorte no infinito de cada instante,
Que é a verdadeira instância da alma do poeta.
Poetas são todos os homens e mulheres,
Quando deliram.

Ibernise.
Barcelos (Portugal), 09.08.2010
Núcleo Temático Romântico.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145572

Deletar-te Por que? - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


DELETAR-TE POR QUE?

É na distância que o amor não se engana
Quando às vezes parece esquecer, sem saber,
Fala comigo, ouve meus gritos, me desengana
E me apraz primaveras de esperas não esquecer…


Abrindo janelas com vistas ao jardim… Me vê.
E silencia a cada nascer do dia, em minha cama...
É na distância que o amor não se engana
Quando às vezes parece esquecer, sem saber,

Ramalhetes que poderiam me fazer soberana,
Mas não era assim que eu o queria reconhecer
Desejar morrer de amor, minha paixão insana
Muita vida e gana de mais amar e mais conviver...
É na distância que o amor não se engana.


Ibernise.
Indiara (Goiás/Brasil), 27.04.2010.
Núcleo Temático Romântico.

...........
Deletar-te por que?

'Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.'
-- William Shakespeare

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145527

A Água Nem Sempre Se Vê... - Ibernise - 04Set2010 01:54:11


A Água Nem Sempre Se Vê...

Há orvalho sobre a rosa,
Que me fala de tantos sentimentos
Da mesma forma que tu
Na simplicidade do teu mundo.

A tua voz no silêncio alcança
Os limites do meu coração,
Ultrapassa e se aloja num doce complemento,
Qual rega do orvalho, na rosa e seu jardim.

Amo o orvalho, que ama a rosa,
Que vive no jardim que contemplo,
É quando te vejo, é como te sinto.
Lá o nosso amor é sempre primavera.

Ibernise
Barcelos (Portugal), 06.08.2010
Núcleo Temático Romântico.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145419

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