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JARDINEIRO SEM FLOR * | 03Jul2008 03:20:00


Publicado por: Ibernise

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Vi teu olhar perdido, dividido, tanta dor...
Senti as tuas lágrimas a me dar palor...
Junto a ti minha paixão era só loucura...

Eras emoção, afã, minha maior ventura
Meiga menina, mulher... Oh! Linda Flor!
Eras a estrela e eu, o teu astro protetor...
Amor é doce emoção, une as criaturas.

Mas amar dói... E no seu desabrochar
A flor murchou, perdeu viço e prumo...
Flor! Impura flor! Quiçá, nada valhas!

Eu quase perdido pude me encontrar,
Pois nas perdas e vitórias do mundo,
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

Ibernise.
Indiara (GO), 15.05.2008.
*Núcleo Temático Educativo.
Série Temática Soneto Inacabado, da Obra Dom Casmurro de Machado de Assis.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

Excerto do Poema JARDINEIRO SEM FLOR

Soneto: abba,abba,cde,cde, revelando uma versão minha para o soneto inacabado “escrito” pelo inesquecível personagem Bentinho a Capitu, da obra “Dom Casmurro” de Machado de Assis.
O Soneto inacabado apresenta apenas dois versos o primeiro e o último.
O romance publicado em 1899, é considerado pela escritora americana Helen Caldwell, o Otelo Brasileiro.
 

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