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O BENEFÍCIO DA DÙVIDA (COROA DE SONETOS) | 02Out2008 03:00:00


Publicado por: ibernise[arroba]hotmail.com


I-


A dúvida faz o ser crescer
O obriga a olhar seus medos 
E duas respostas, entender, 
De uma questão, conceito...

E para que isto seja possível
É preciso coragem... Depois
Poder escolher firme um nível,
Decidir o rumo entre os dois...

Por isto um sim, será o sim...
E o não haverá que ser o não,
Para o caminho ser mantido...

Sem olhar para trás, enfim,
Para que a culpa no coração
Não interfira no consentido...



II-

Não interfira no consentido,
Porque o remorso é mudo...
Para que isto seja definido
A sua ação deve ser surda...

Ação, seu fruto é o trabalho.
Sendo nobre reflexo do bem,
Labor é ação compartilhada
No amor, se recebido, o tens...

Para haver ações de amor
Há que persistir os sonhos,
Ter esperança, perseverança...

O entusiasmo é um motor
Não importa idade, tamanho
Realça nos homens a criança...


III- 

Realça nos homens a criança...
O amor... Sonhos, o desejo
Merece se o esforço alcança...
Mas há que ter pacto, acerto...

Para isto se tornar possível
Haverá que se proteger a vida
Este milagre presente, sensível
Transforma a natureza, ativa...

Na terra germina a semente,
Esta se transforma em trigo, 
O trigo se transforma em pão...

Em toda instância, ser gente...
Ter e dar amor, apoio, abrigo.
Compartilhar, sem ter solidão...



IV-

Compartilhar, sem ter solidão
Ter a companhia de homens
E mulheres que duvidam... Ação
Que adiciona vidas, tem nome...

É desejo e paixão, entusiasmo...
Daquele que vive, dia-a-dia,
A bênção do ceticismo, espaço
De lutas e vitórias, alegorias...

Amor, sonho, desejo são mais
Agentes num trabalho pessoal,
Ajudam na busca da felicidade.

A dúvida torna o ser tão sagaz
Soma na descoberta, sem mal:
Crer ou duvidar não é lealdade...



V-

Crer ou duvidar não é lealdade...
Luta do rochedo com o mar,
Duvidar decide a sua verdade
Evoca a fúria para continuar...

Sentir céu e terra, entender
Ação da natureza, emoção
Ver conjugar, beleza e ser...
Amar e viver com_paixão...

Nada mais terno, e animado,
Que tantos sonhos a aquecer
Toda essa mágica e duvidar...

A motivação vem forte ritmada,
O coração não deixa arrefecer,
A dúvida é medida cautelar...


VI-

A dúvida é medida cautelar...
Agrega regras, domina, ver...
Sem convites ou acertos atar.
Energia, não se deixa vencer.

O sentimento, não se queixa
Passa a sua cadeia racional
Um sentido, a primeira deixa...
Dúvida como estado mental.

Sem ser fanático ouse duvidar
Sendo cético, ouse conhecer
Conhecendo, viva, apreenda...

Súbito se sentir firme, avaliar
Decidir, apreciar e converter,
Entusiasmo é vida, entenda...


VII-


Entusiasmo é vida entenda,
É motor em uma seqüência
Este caminho não é lenda
É parte de sua consciência...

A dúvida vem antes, lembre...
Depois vem a ação motivada
Apoiada no sonho a semente
Do desejo, prazer esperado.

Vivendo esta glória cada dia,
Não faltarão os elementos 
Para crescer e amadurecer...

Aliança, amor estarão na via,
De conquistas e aviamentos... 
A dúvida faz o ser crescer



Ibernise.

Indiara (GO), 04.08.2007.

*Núcleo Temático Filosófico

Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998 

TEORIA LITERÁRIA DO RECANTO DAS LETRAS:

“A coroa de sonetos nasceu com apenas 7 sonetos, feita por Afonso Felix de Souza, em tradução de soneto de John Donne, utilizados como prólogo aos "Holly Sonnets". E foi assim que foi colocado o verbete na "Encyclopedia of Poetry and Poetics": um conjunto de sete sonetos, apenas, entrelaçados, onde o último verso de um soneto é o primeiro do soneto seguinte, sendo o último verso do sétimo o primeiro verso do primeiro soneto. Mas assim sendo vista, a coroa estava incompleta... Edmir Domingues, a respeito, disse: "Na verdadeira coroa de sonetos há catorze sonetos interligados, onde o verso que fecha o primeiro começa o segundo, o que fecha o segundo começa o terceiro, e assim por diante, sendo o último verso do décimo quarto soneto o primeiro verso do primeiro  soneto. E o décimo quinto soneto é a coroa, a coroa verdadeira, porque é composta dos catorze versos que começaram e terminaram os outros, sendo o primeiro verso da coroa o que terminou o primeiro soneto da série e o fecho o verso que a começou."” Paulo Camelo Publicado no Recanto das Letras em 20/08/2005 .Código do texto: T43862

 

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